6 de dez. de 2011

Ética no Aprimoramento da Personalidade-I

Eliseu Mocitaíba da Costa

Os mais variados métodos de aprimoramento do Caráter do Homem são aplicados desde a antiguidade até nossos dias, superlotando a memória das criaturas com conselhos, regras, códigos e regulamentos os quais não são aplicados, geralmente, pelos pseudos conselheiros, por gestos nobres, bons exemplos de vivenciação do conhecimento considerado como Ética, Moral e Política.
Adentrando o III Milênio, continuam ainda criando muitas formas e fórmulas, apresentadas através de flores de retóricas, filosofias sem essência, consideradas perfeitas para regular e amedrontar os incautos, os inseguros e toda parte. Dividir (segmentar) a mente e a emoção para melhor governar.
Entretanto, não explicam o que é ser justo, nobre e perfeito; o que é aprimoramento moral e espiritual; o que é o bom, o bem e o belo, e muito menos é ensinado como e quais são os elementos que compõe a Consciência Superior.
Contudo, é nos permitido fazer uma pergunta:
- Como podemos aplicar e ensinar à Consciência Superior?
A Sabedoria Eterna em virtude da multiplicidade de manifestações da vida, da consciência, do pensamento; da pluralidade dos setores, das formas, da graduação manifestativa, desde o imensurável universo até o infinitamente pequeno, assumiu o ser humano como ponto de evolução, o qual não pode ser estudado, apenas, pela “ciência” especulativa, olhando o externo, ou seja, a estrutura material ou o seu corpo físico.
A ciência oficial estuda, praticamente, através da observação, medição e comparação usando equipamentos científicos. Entretanto, para um estudo de maior profundidade, maior transcendência é preciso, todavia, assumir como precioso laboratório, as diversas estruturas que constituem a criatura humana, que no ponto de vista físico, psíquico, mental e espiritual, é um ser em processo de evolução.
Segundo a Ciência das Idades, o melhor método de aprimoramento humano é Aquele que consiste no estudo dos elementos componentes da personalidade em toda a sua complexidade, desde a parte instintiva até o quântico da espiritualidade.
O ponto de partida é o auto-estudo, a busca pela resposta às ameaçadoras perguntas da Esfinge: Quem és, de Onde Vens e para Onde Vais?
Este é o caminho para aquele que busca os melhores resultados e possa conhecer bem todos os elementos que formam o arcabouço humano, mantendo, naturalmente, o objetivo de conceber, também, o que é ser harmônico com as Leis da Natureza, e conseqüentemente, do Universo.
Sem o conhecimento da Lei da Polaridade, dos pólos da evolução e da manifestação da vida, não se poderá julgar, muito menos aconselhar, para não cair no velho ditado: “Faça o que digo e não faça o que faço”.
O homem precisa ver com sabedoria, consciência, sentir com a mente e raciocinar com o coração para ter uma idéia clara das coisas que o cercam.
Deve, procurar conceber o conhecimento, pela ética, através de suas várias dimensões para poder ensinar uma delas, buscando dentro de si o todo para chegar ao particular.
Como poderemos entender o que é perfeição se temos ainda apenas a visão rarefeita do mundo em formação, em transição?

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